Jim Morrison não conheceu
Tristan Corbière, que pena! O
leitor brasileiro conhecerá
o maldito da poesia que se perdeu ainda tão jovem através do texto de
Emmanuel Tugny.
Morrer como Corbière nasceu sob o signo da poesia maldita, como
diria Octavio Paz sobre os poetas malditos,
“são frutos de uma sociedade que expulsa aquilo que não pode assimilar”. A vida tem em comum ao
Morrison e a Corbière, talvez uma morte prematura.
Corbière impressiona
Tugny não por seu único livro,
“Os amores amarelos”, mas pelo encanto da vida na literatura.
A
obra única do Corbière teve a tradução no
Brasil no final dos anos 90 do século passado. Não é fácil encontrar escritores assim por esse país, Corbière, Tugny, este que vem do seu criador,
um anarco-criador, no texto e na música que faz sua obra sob a égide da linguagem, dos nomes, das formas, da cores em notas e que ainda
escreve a mão pelos dedos de Emmanuel Tugny. Nada melhor do que o Tugny homenagear a vida deste outro poeta que veio ao conhecimento do público através de
Verlaine, em 1884, com
Les Poètes maudits.
Morrer como Corbière é
um romance que fragmenta a vida do escritor nas partes que compõem o texto, a forma vem como um barco que traz o alimento com a linguagem em direção as areias. O leitor se sentirá nesse barco, esse
marinheiro ao encontro da terra. E nada melhor que conhecer o texto de
Emmanuel Tugny nesse sonho de
Tristan Corbière em Morlaix.
Emmanuel Tugny nasceu em Rennes, 1968. Foi professor,
diplomata na Itália e atualmente está trabalhando no Brasil como adido cultural em Porto Alegre. Publicou seus primeiros livros nos anos 80. Desde então, tem mais de 20 livros editados – r
omances, ensaios e poemas. Ganhou o prêmio do Museu de Arte Moderna de Paris em 1995, do CNL em 1997, e o Prix de Flore B da blogosfera em 2007.
Este é o primeiro livro de Tugny editado no Brasil.Lançamento: Editora SulinaTexto: Luis Gomes de MascarDoutor em Comunicação Social e editor da Sulina
Imagem/Capa_Livro: Letícia Lampert (sobre a obra "Les Amours Jaunes" de Nathalie Talec)
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